Monumental, 'A Odisséia' é o melhor filme do ano e entrega um banquete visual impressionante sobre a mitologia grega
- eolor
- há 20 horas
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Filme mostra que a história milenar de Homero ainda pode soar surpreendentemente contemporânea.

Assisti a ‘A Odisseia’ e, a partir deste momento, já espero que o filme bata recordes de indicações ao Oscar.
Monumental em todos os sentidos, a nova obra de Christopher Nolan é o tipo de experiência cinematográfica que justifica a ida ao cinema. O diretor transforma o icônico poema de Homero em um épico de escala rara, com efeitos práticos, fotografia em IMAX e uma encenação grandiosa para criar um espetáculo visual que impressiona do primeiro ao último minuto.
Um dos destaques do filme é a ênfase na Lei de Zeus, uma releitura do conceito grego de xenia, o princípio da hospitalidade, segundo o qual todo ser humano deve ser tratado com respeito, já que até o mais humilde pode ser um deus disfarçado. A partir dessa ideia, Nolan conduz uma história que, apesar da grandiosidade, permanece profundamente humana.
Mais do que reproduzir os acontecimentos da jornada de Odisseu, o diretor utiliza a mitologia grega como ponto de partida para explorar temas universais como trauma, sobrevivência, identidade e o significado do retorno para casa. Em ‘A Odisseia’, ele demonstra como uma história milenar ainda pode soar surpreendentemente contemporânea.
Anne Hathaway brilha e entrega uma atuação visceral como a rainha Penélope. Lupita Nyong'o surge deslumbrante em um papel duplo, dando vida tanto a Helena de Troia quanto à sua irmã, Clitemnestra. Robert Pattinson também é um dos grandes destaques como Antínoo, o principal antagonista humano e o mais violento dos pretendentes que ocupam o palácio de Ítaca.
Até aqui, o melhor filme do ano. E vai ser difícil superar.