"O que me faz vibrar é ver a potência das mulheres e do som preto ganhando espaço", diz Magá Moura sobre o Lollapalooza 2026
- Lucas Cranjo

- há 3 horas
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Para a apresentadora, que trabalha cobrindo o festival nos canais da TV Globo, a experiência do público é tão potente quanto a dos artistas.

No meio de um festival marcado por grandes nomes e palcos grandiosos, Magá Moura escolhe direcionar seu olhar para outro espetáculo: o que acontece no gramado do Lollapalooza Brasil 2026. Para a apresentadora, que trabalha cobrindo o festival nos canais da TV Globo, a experiência do público é tão potente quanto a dos artistas.
"Eu amo destacar como o fã se apropria do festival para expressar quem ele é de verdade", diz Magá em entrevista ao eolor. "Sabe aquele close que conta uma história? É isso que eu busco. Meu foco é captar essa energia que mistura o som com a identidade de cada um. É sobre a verdade que a galera coloca na montação para viver esse momento".
No line-up do Lollapalooza, essa busca por autenticidade também se reflete. Para Magá, diversidade não é tendência, mas o mínimo esperado, e nomes como Tyler, The Creator e Doechii simbolizam essa quebra de padrões. "Eu fico muito feliz quando vejo o line-up espelhando a riqueza que a gente vê na rua. Ter o Tyler, The Creator como um dos nomes principais é um acontecimento, porque ele é um gênio que não cabe em caixa nenhuma, ele subverte tudo",destaca Magá. "Mas o que me faz vibrar real é ver a potência das mulheres e do som preto ganhando espaço. Minha expectativa está lá no alto para ver essa mistura de ritmos, o rap, o trap e como a nossa galera do Brasil vai ocupar esses palcos com tanta propriedade".
Para a apresentadora, o que antes era só o "look do dia", "música do dia", hoje é comportamento puro. "O público quer ver a conexão, quer sentir o calor da grade mesmo estando no sofá de casa. O essencial agora é a narrativa, é o propósito. Não é só o que você está vestindo, é como você está vivendo aquela experiência e o que aquilo diz para o mundo", completa Magá, que também observa uma tendência fashion no festival.
"O que eu mais sinto agora é que o povo perdeu o medo de ser autêntico. A tendência desta edição é a liberdade. Tem muito esse resgate do vintage, de pegar peças que têm história e misturar com o que é super tecnológico e urbano. E o conforto, né?", diz ela. "O povo entendeu que para curtir de verdade, tem que estar à vontade na própria pele. O termômetro está marcando muita cor, muita textura e, acima de tudo, muita gente sendo ela mesma, sem seguir roteiro de moda quadrada".



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