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Tidal é investigado por FRAUDE em número de streams!

Jornal Norueguês acusa plataforma de Jay-Z de fraudar números do álbum 'Lemonade' da Beyoncé e do 'The Life Of Pablo' do Kanye West.

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(Foto: Reprodução / Tidal)


Em Junho de 2018, o jornal norueguês Dagens Næringsliv (DN) informou que teve acesso a um suposto drive, que provava alterações nos números de streams de vários álbuns no Tidal, a partir de 2016, incluindo o 'Lemonade' da Beyoncé e o 'The Life Of Pablo' do Kanye West. O drive, tido como ilícito, foi duramente rejeitado pelo Tidal, na época. A empresa negou a AUTENTICIDADE do conteúdo do mesmo e a forma como ele foi obtido pelo jornal.

Então, em Janeiro de 2019, o Økokrim, uma espécie de FBI norueguês, começou a investigar o caso. Meses depois, em Junho de 2019, o Økokrim informou que passou a investigar o Tidal de forma mais intensa e pediu aos tribunais que permitissem a APREENSÃO de dados oficiais do Tidal.

Em recente ação de Março de 2020, os Tribunais noruegueses decidiram que a Økokrim poderia apreender os documentos relacionados à plataforma de streaming e modelo de negócios do TIDAL, contendo 'SEGREDOS COMERCIAIS e OPERACIONAIS'.

Segundo o próprio jornal DN, o Tidal se defendeu dizendo que o tribunal deveria ter estudado a veracidade dos documentos antes de pedir a apreensão dos dados sigilosos da empresa. O advogado do Tidal, Fredrik Berg, ainda não se manifestou sobre o caso.


O Tidal foi criado em 2015, como uma grande aposta dos artistas na época. Com nomes como Beyoncé, Madonna, Rihanna, Nicki Minak, Kanye West e o presidente Jay-Z, plataforma surgiu como o primeiro serviço de streaming comandado pelos próprios artistas. Esse controle deles permitiria que houvesse um pagamento de royalties maior para as canções disponibilizadas.

Texto: Arthur Anthunes

Revisão: Lucas Cranjo